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ALIMENTAÇÃO
O melhor tipo de alimentação para seu cão, seja ele filhote ou adulto, é a ração balanceada, seca. De preferência, dê a ração de seu cão antes da sua refeição para que ele não venha pedir alimentos quando você estiver à mesa. É importante, também, que todos na casa sigam o mesmo procedimento. Nunca deixe-o comer chocolates, massas, bolachas, carnes temperadas, sorvetes e doces. Ao dar osso para seu cão, escolha sempre o de boi. Nunca dê osso de galinha nem de porco, pois podem se partir em lascas e perfurar o intestino, levando o animal à morte. Evite dar leite ao seu cão, pois pode alterar a flora intestinal e provocar diarréia. Mantenha sempre água fresca e limpa à sua disposição. Ofereça pouca quantidade de alimento. O estômago do animal é pequeno e não tem como digerir grande quantidade de uma só vez. No caso do Terrier Brasileiro, eles necessitam receber, em menor volume, uma alimentação mais rica que um filhote de raça grande, que tem uma capacidade de ingestão muito maior. A quantidade diária para um Terrier Brasileiro adulto deve ser entre 110 e 130 gramas. O cão filhote deve ser alimentado com 3 refeições ao dia. A partir dos 6 meses, o cão deve ser alimentado 2 vezes ao dia.

GESTAÇÃO
Dura em média 60 dias (varia entre 58 a 62 dias). Não requer nenhum cuidado especial a não ser o aumento da quantidade de ração - cerca de 25% - a partir do 2º mês de estação, quando os fetos crescem.

FALSA GESTAÇÃO
Também chamada de "pseudo gestação" ou "gestação psicológica". Tem a mesma duração de uma gestação normal, com crescimento do abdome e das mamas. As fêmeas fazem o ninho e costumam até adotar algum objeto (ou outro animal) da casa como filho. Este é um problema endócrino e o médico veterinário pode ajudar.

PARTO
Se a sua cadela já pariu, pelo menos uma vez, e isso aconteceu normalmente, não se preocupe, as chances de que ocorra algum problema nos próximos partos são bastante pequenas. Se for o primeiro parto dela, faça um acompanhamento mais próximo. Para que tudo dê certo, alguns cuidados são importantes. Um deles, é colocar a cadela, a partir do segundo mês de gestação, no ambiente onde ocorrerá o parto. Em canis de reprodução é comum a existência de maternidade. Em casa, não há muito o que fazer, além de uma caixa de madeira ou de papelão, forrada com papel - pode ser jornal velho - e com tamanho proporcional ao da cadela. É recomendável que a caixa tenha uma proteção nas laterais, como uma aba, na qual os filhotes podem ficar, sem que mãe deite ou pise neles. Se a sua cadela for branca, não use jornal para forrar a caixa, pois o pêlo vai ficar manchado de tinta.

SINAIS DO PARTO
Alguns sinais indicam que, finalmente, chegou a hora dos filhotes nascerem. Portanto, comemore se a sua cadela começar a preparar um ninho, ajuntando os papéis e outras coisas; arranhar o piso; cavar o solo; deixar de se alimentar; ficar inquieta e procurar por você com mais freqüência. Neste momento procure não retirá-la do ambiente e nem levá-la ao veterinário, como muitas pessoas fazem. Isso pode retardar o parto. Limite-se apenas em observar as contrações dos músculos abdominais e a saída da bolsa ou de um líquido pela vagina que, no início é viscoso e claro, e depois fica esverdeado. A força que a cadela faz para eliminá-lo pode durar até 2 horas. Os filhotes podem nascer ou em seqüência ou num período de até 12 horas. Mais do que esse tempo, é prudente que se faça uma consulta ao veterinário. Não deixe de observar a sua cadela nos primeiros dias (entre o sétimo e décimo quinto) após o parto. Durante esse período pode ocorrer a eclampsia, uma diminuição do cálcio do sangue. Você pode diagnosticá-la se notar a cadela trêmula, agitada e cansada. Nesse caso, a assistência do médico veterinário deve ser rápida.

RECÉM-NASCIDOS
Logo que é expulso, a mãe se encarrega dos primeiros cuidados: livra o filhote dos envoltórios, liberando as suas narinas para que ele respire; corta o umbigo, com seus dentes; ingere a placenta e lambe, para limpar e estimular o filhote a mamar. Se a mãe não fizer isso, é necessário que alguém interfira, colocando o filhote junto à cadela para evitar que haja um resfriamento, que prejudica o seu vigor para mamar. O filhote deve mamar nas primeiras doze horas. O primeiro leite ingerido (colostro) é que fornece a ele os anticorpos necessários para que ele fique protegido das doenças. Por isso, se o filhote não mamar, ficará com pouca proteção e poderá adoecer e/ou morrer.

CUIDADOS COM A MÃE E OS FILHOTES
Se a cadela não retirar o umbigo, ele deve ser amarrado com uma linha de costura e cortado, com tesoura limpa, a uns 3 cm da parede abdominal e pincelado com solução de iodo ou mertiolate. É importante que a cadela fique no ninho para aquecer os filhotes e permitir que eles mamem. Você deve observar com freqüência se eles estão, realmente, aquecidos e se o leite está saindo quando sugam, pois, muitas vezes, as tetas são grandes ou defeituosas. Na primeira semana, é comum que os filhotes reclamem de fome e de frio. Na segunda, é comum o contato com a mãe diminuir, só voltando a se intensificar na terceira semana, época em que os filhotes já estão com olhos e ouvidos abertos e costumam seguir a mãe, quando ela se afasta. Após a quarta semana, o contato volta a diminuir e começa haver sinais de desmame, que se intensifica durante o segundo mês de vida.

COMPLEMENTO ALIMENTAR
Se o leite materno não for suficiente para os filhotes, que choram e não dormem tranqüilos, deve-se oferecer, na mamadeira, um substituto comercial ou preparar em casa uma fórmula fácil de fazer. Siga a receita:
- 1 xícara (chá) de leite de vaca
- 3 gemas de ovo
- 1 colher (sopa) de óleo de milho
- 1 pitada de sal
- 1 gota de complexo vitamínico mineral (de uso infantil humano)
Essa mistura deve ser oferecida até que o filhote fique saciado ou que você perceba a "barriguinha" cheia e firme. Repita sempre que ele manifestar desconforto.

DESMAME
Geralmente, as cadelas fazem o desmame por conta própria entre a 5ª e a 7ª semana após o parto. A partir da quarta semana, você deve oferecer ao filhote um mingau preparado com 20 g de ração (tipo Júnior) batidos com 80 ml de água morna. Essa quantidade deve ser aumentada gradativamente, e passando da consistência de angu até à seca. É importante que a ração "Júnior" seja fornecida até que o cão complete 1 ano. Isso porque o animal em crescimento requer quantidades diferentes de nutrientes do que o adulto. Do desmame até o 4º mês, deve-se oferecer, para o cão, 4 refeições diárias. Se você quiser dar a ele um pouco de leite, fique à vontade. Mas saiba que, com o tempo, alguns cães perdem uma enzima (lactase) que degrada o açúcar do leite (lactose) e isso provoca diarréia. Por isso, fique atento! Apenas como curiosidade: a primeira dentição do cão tem 32 dentes e é substituída, de maneira imperceptível, entre o 3º e 7º mês de vida.

   
       
 

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